quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Amar é Melhor que Orgasmo
                Sim, conheço ambas as experiências. Conheço bem. Quem já teve um orgasmo sabe do que se trata. O corpo quente, as contrações musculares, o descompasso cardíaco, o suor da pele... Enfim, é o ápice do prazer, um êxtase indizível e imensurável. E, tamanha a magnitude desse prazer, muita gente busca-o de diversas maneiras: sozinho, a dois, a três; cama, mesa, banheira; quarto, sala, cozinha... São infinitas as combinações, variando conforme a posição, o número de envolvidos, o local, os objetos utilizados etc. etc. Tudo isso pra sentir de novo aquele prazer divino, danado de bom. “É o céu na Terra”, a gente pensa, e faz loucuras pra visitar de novo, por brevíssimos segundos, aquele pedacinho de céu.
            Quando a gente ama, é outra história. É outra história porque amar, apesar de ter seus momentos agudos, não é pontual, é crônico. O amor é pra muito além do corpo e da cama. Claro, tudo fica muito melhor. O beijo, o abraço, o toque da pele, o sexo. Mas a cama é detalhe. A beleza do amor se estende para muito além dessas coisas todas, porque o amor (diferente do orgasmo) vem de dentro, e por isso a gente carrega ele pra faculdade, pro trabalho, pra missa de domingo, praquela reunião chata com o chefe e até pro almoço com a sogra (juro!). Quando a gente ama, a gente torna a pensar: “é o céu na Terra”. E dessa vez é verdade.
Obviamente que podemos ter os dois ao mesmo tempo, e é gostoso demais. Mas são coisas independentes e diferentes. Uma vez, uma veterana da faculdade (acho que da vida também) me perguntou se eu já tinha amado alguém. Eu disse que não. Ela respondeu: é melhor que um orgasmo.

E é. 

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